segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Elefantinho

Meu amigo imaginário, foste você o primeiro.
Mas com o tempo, tudo foi crescendo.
Estavas cada dia mais pesado.
Não tinha mais forças pra te carregar.
Então te doei.
Assinei o contrato
e apartir de hoje
sou só mais um adulto.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

E uma vela foi acesa, nessa enorme
escuridão.
Agora que posso ver, consigo também 
sentir o cheiro,
cheiro de podridão.
Nesse quarto, imagino eu, com nenhuma companhia,
só a da solidão.
Então o cheiro vem vindo lá de longe
e vem chegando...
Até que me estende a mão.
Educadamente a recuso.
Alegando que o único dono de meu 
coração, sou eu.