sexta-feira, 13 de abril de 2012

K.

Naquela noite eu chorava.
Você me ligou, inesperadamente.
Fingi que estava sonolenta quando atendi o telefone.
Segurei meu choro ao máximo.
Não queria me dedurar.
Não a você.
Que estava com a voz tão sadia e feliz.
Feliz por mim.
Que estava doida para desligar o telefone.
Quando no final disse o inesperado.
E era exatamente isso que eu precisava escutar.
Obrigado.

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